O suiço Fabian Cancellara venceu esta tarde a clássica do ciclismo Paris/Roubaix. Tom Boonen, que já arrecadou esta competição por 3 ocasiões, foi o grande derrotado do dia.

Famosa pelos seus sectores em "pavé" e pelas quedas aparatosas, a clássica Paris/Roubaix foi mais uma vez difícil e muito disputada. Entre os principais candidatos à vitória estavam incluidos o belga Tom Boonen da Quick Step, o principal candidato, mas também o norte-americano George Hincapie, da BMC, e o suiço Fabian Cancellara, da Saxo Bank.
Este ano os ciclistas não tiveram que enfrentar o mau tempo que habitualmente se faz sentir por estas alturas no Norte de França, mas o vento foi uma presença constante e, diria eu, determinante para o desfecho da corrida.
Desde cedo um grupo de oito ciclistas se afastou do pelotão, onde figuravam estes três anteriormente mencionados e ainda Juan Antonio Flecha da Sky, Roger Hammond e Thor Hushovd da Cervélo, Bjorn Leukemans da Vacansoleil e o italiano Filippo Pozzato da Katusha.
Pozzato foi o primeiro a ficar para trás, mas quando faltavam cerca de 45/46 quilómetros para o fim Cancellara aproveitou um deslize de Boonen para lançar o ataque que veio a ser decisivo. Ninguém o conseguiu alcançar. Boonen tinha recuado para o fim do grupo a fim de se alimentar um pouco, só que o perspicaz suiço não desperdiçou esta soberana oportunidade.
Até ao fim da tirada o grupo que perseguia Cancellara nunca conseguiu dar mostras de ambição no sentido de reduzir a distância e alcançá-lo, até porque o desgaste físico já era grande, pois os principais pontos de pavé já eram passado.
Cancellara ainda passou por outros sectores de pavé, mas não foram impedimento para a sua consagração na chegada ao velódromo de Roubaix, perto da cidade de Lille.
Fabian Cancellara chegou emocionado e, perante o jornalista do canal 2 francês, apenas disse: "Não tenho palavras para descrever isto. No coments".
O ciclista da equipa dinamarquesa Saxo Bank confirmou mais uma vez a sua grande forma e grande qualidade na conquista de competições de curta duração. Porém, ele próprio está consciente da sua incapacidade de vencer o que qualquer ciclista sonha vencer: a volta à França.
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